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14/12/2020 às 14h24
Apagão no Amapá: A importância da manutenção para garantir o fornecimento de energia

No dia 3 de novembro de 2020, uma explosão seguida de incêndio atingiu um transformador de uma das principais subestações de energia elétrica de Macapá, capital do estado do Amapá. O incêndio inutilizou o transformador em questão e ainda danificou outro, resultando em dois blecautes totais em 13 das 16 cidades do estado, além de 22 dias de fornecimento de energia em rodízio para a população. O ocorrido prejudicou cerca de 765 mil pessoas, quase 90% da população do Amapá, que além da falta de fornecimento de energia, encarou problemas como a escassez de abastecimento de água, dificuldades na compra e armazenamento de alimentos, e deficiência nos serviços de telefonia e internet.

É importante ressaltar que o transformador é o principal item de uma subestação, a qual não consegue funcionar sem este dispositivo. Somente o laudo final após a investigação poderá informar se realmente houve falha no sistema de manutenção como suspeita-se, porém, são nestes casos em que fica mais evidente a importância de uma manutenção preventiva eficiente, justamente para prever com antecedência e evitar assim acidentes como este. Inspeções técnicas não são apenas fundamentais, como também obrigatórias em transformadores dentro de subestações.

Impactos e consequências da falta de manutenção dos transformadores

Equipamentos como transformadores de energia são compostos por diversas peças que necessitam estar em perfeito estado para garantir seu bom funcionamento por completo. Portanto, a falta ou omissão de manutenções preventivas em transformadores suscita numerosos danos não apenas ao próprio equipamento, como também à população que depende de seu desempenho.

A primeira consequência da falta de manutenção preventiva é a necessidade da manutenção corretiva, ou seja, a correção de alguma falha no equipamento após sua ocorrência. Esse tipo de manutenção, na maioria das vezes, demanda um deslocamento do transformador ou da peça quebrada, montagens e desmontagens do equipamento, além de locação de transformadores reservas, gerando um custo muito mais elevado do que a empresa responsável poderia ter apenas com manutenções preventivas.

O segundo impacto da não realização de manutenção é mais perceptível e prejudica diretamente a população: quando as falhas chegam ao ponto de ocasionarem explosões e incêndios em transformadores, deixando cidades sem energia por dias. Esse foi o caso do estado do Amapá, que gerou muitos prejuízos à população.

Por esses motivos, o principal objetivo das manutenções preventivas é evitar o que ocorreu em Macapá e para isso, hoje existe muita tecnologia nos instrumentos de teste e medição que possibilitam um diagnóstico muito preciso de uma falha futura em um equipamento desse porte. A não realização dessa inspeção periódica chega a ser uma negligência pelo responsável técnico.

Como a manutenção garante o fornecimento de energia?

O fato é que todos são beneficiados com a manutenção preventiva. Os equipamentos sofrem um desgaste natural do uso e sua verificação frequente é de extrema importância para se realizar uma parada programada, de modo a evitar uma parada por falha, aquela que ocasiona falta de energia em situações extremas.

Atualmente existe uma alta demanda por abastecimento de energia e certa dificuldade de encontrar profissionais qualificados no mercado para garantir qualidade no processo de manutenção. Esse desafio tem incentivado muitas empresas a investirem em capacitação de suas equipes técnicas. E é claro que esses profissionais devem contar com equipamentos de qualidade que evitem falhas nos sistemas de manutenção e contribuam para um fornecimento de energia adequado.

Os equipamentos da Fluke estão ligados diretamente na prevenção de acidentes em equipamentos elétricos. O objetivo dessas ferramentas é fazer com que em um futuro não tão longe, falhas no fornecimento de energia sejam identificadas e corrigidas a tempo de uma parada. Equipamentos como a câmera térmica, por exemplo, são os mais indicados nos casos como o de Macapá, uma vez que permite a identificação de pontos quentes em uma subestação – um dos principais sintomas de uma possível falha no dispositivo.

Todos nós sabemos que quanto mais cedo uma doença for identificada, mais fácil será curá-la e menos prejudicial ela será para o nosso bem-estar. Da mesma maneira acontece com os transformadores de energia. E como um diagnóstico correto depende da interação entre o profissional e seus instrumentos, quanto maior a qualidade de ambos, mais precisas, objetivas e relevantes serão as informações obtidas. Nesse sentido, é fundamental que as empresas invistam não só em suas equipes técnicas, como priorizem as manutenções preventivas periódicas, para que no fim, o fornecimento de energia seja garantido em perfeitas condições e sem riscos de falhas.

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