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06/08/2020 às 12h57
4 mitos sobre segurança elétrica que podem te surpreender

A segurança elétrica de uma instalação é muito mais abrangente do que apenas tarefas em uma lista de verificação. Requer um compromisso de todos os funcionários - da gerência aos profissionais da linha de frente - em manter uma cultura de segurança em todos os aspectos da operação. Com o tempo, interpretações de certos padrões de segurança podem se desviar da intenção original, criando alguns mitos sobre a melhor maneira de atender aos requisitos de segurança.

Mito 1: "Inconveniente" não é o mesmo que "inviável" quando se trata de desenergizar equipamentos para manutenção


Não há dúvida de que quase sempre é inconveniente desligar a energia para trabalhar em um equipamento, mas isso não significa que seja inviável. Os órgãos reguladores permitem trabalhar em um circuito energizado somente sob certas condições, inclusive quando é “inviável” desligar a energia devido ao aumento do risco. No entanto, existe uma tendência a permitir que os técnicos trabalhem em circuitos ativos apenas porque é "inconveniente" desligar a energia. Isso adiciona riscos desnecessários que geralmente resultam em acidentes.

Em situações em que é realmente impossível desligar a energia, apenas eletricistas e técnicos qualificados para trabalhar em sistemas energizados devem executar a tarefa. Para garantir a segurança elétrica, esses profissionais devem tomar todas as precauções, incluindo o uso de equipamento de proteção individual (EPI) adequado e o uso de ferramentas certificadas para as condições encontradas.

Mito 2: Para segurança elétrica, quanto mais EPI, melhor


Usar EPI e quanto usar, não são decisões pessoais. Um componente pode falhar a qualquer momento. Disjuntores perfeitamente bons podem falhar repentinamente durante a solução de um problema. Se ocorrer um arco elétrico ao simplesmente abrir um quadro, usar o EPI correto pode significar a diferença entre sobreviver ou não. Eletricistas e técnicos devem seguir os padrões detalhados de EPI desenvolvidos pela Norma NR-06 no local de trabalho, estabelecidos em procedimentos elaborador de acordo com a NR-10. No entanto, exigir que os trabalhadores usem EPI classificados para um nível de risco muito maior do que o exigido pelo ambiente não os tornará necessariamente mais seguros.

Utilizar o EPI correto é o mais importante. A realização de uma análise adequada dos riscos do trabalho é fundamental para equipar os trabalhadores com o EPI correto e garantir a segurança elétrica. Muitas pessoas simplesmente saem e compram vestimentas e luvas grossas de alta tensão para os trabalhadores de manutenção e de eletricidade. As luvas elétricas da classe 2 não são necessárias se se a tensão for menor (220V, por exemplo),e oferecem muito menos destreza. Como resultado, é mais provável que um eletricista deixe cair uma ferramenta ou um cabo ao trabalhar em um painel energizado.

Além de escolher o EPI correto, é possível escolher ferramentas de teste portáteis que foram projetadas para facilitar o uso de botões e giros no manuseio de luvas pesadas. Também é possível reduzir a quantidade de EPI necessário em alguns casos, equipando os trabalhadores com ferramentas de infravermelho sem contato (IR), como termovisores, termômetros de infravermelho e sensores de monitoramento sem fio. Esses equipamentos permitem que os técnicos capturem dados de fora da zona do arco elétrico. Aliviar a necessidade de trabalhar dentro de um limite do arco ou choque  elétrico, principalmente ao alternar ou solucionar problemas, aumentará o nível geral de segurança elétrica dos profissionais.

Mito 3: Todos as pontas de provas e fusíveis são criados iguais


Frequentemente, os técnicos consideram pontas de provas e os fusíveis como componentes básicos, sem pensar muito na qualidade. Independentemente da qualidade do multímetro, estes componentes são  tão importante na segurança quanto o próprio miltimetro. Esses componentes fornecem proteção crítica contra picos de energia (transientes) e de tensão que podem causar ferimentos graves ao usuário.

Escolhendo corretamente as pontas de prova

O trabalho principal das pontas de prova é conectar o multímetro digital ao equipamento que está sendo testado, mas eles também fornecem uma primeira linha de defesa contra a eletrocussão. As pontas de prova mal fabricados, gastos ou que não são classificados para o trabalho em questão, podem produzir leituras imprecisas e podem representar um sério risco de choque se forem tocados no fio errado. Ao escolher as pontas de prova, procure:

·         Ponta de prova original do equipamento

·         Materiais de alta qualidade e construção robusta;

·         Classificação apropriada para a categoria e nível de tensão;

·         Metal exposto que corresponda ao potencial energético de uma medição específica;

·         Sondas retráteis, tampas da ponta da sonda ou pontas mais curtas para evitar um curto-circuito inadvertido.

Escolha fusíveis de substituição de alta qualidade

Os atuais padrões de segurança elétrica exigem que os multímetros digitais incluam fusíveis especiais de alta energia, projetados para manter a energia gerada por um curto-circuito, dentro do invólucro do fusível. Isso protege o usuário de choques elétricos e queimaduras. Na hora de substituir os fusíveis, escolha sempre os fusíveis de alta energia aprovados pelo fabricante do medidor. Fusíveis de substituição genéricos mais baratos aumentam o risco de ferimentos graves.

Mito 4: A única maneira de medir com precisão a tensão ativa é com o contato do cabo de teste


No passado, conectar diretamente sondas de pontas de prova à condutores elétricos era a melhor maneira de obter resultados precisos. No entanto, isso requer contato metal com metal, o que aumenta o risco e gera possíveis danos à pessoa que faz a medição e ao equipamento que está sendo medido.

Recentemente, foi introduzida uma nova tecnologia que detecta e mede a tensão sem contato metal com metal. Essa tecnologia isola a ferramenta de medição da fonte de tensão em teste. Para medir a tensão, eletricistas e técnicos simplesmente deslizam um único fio condutor no garfo aberto da ferramenta de teste portátil. Como eles não são expostos a pontos de contato com tensão ativa, o risco de choque elétrico é significativamente reduzido.

Os mitos listados acima representam apenas uma pequena amostra dos problemas de segurança a serem considerados ao trabalhar em equipamentos energizados. A melhor maneira de uma instalação garantir que os funcionários entendam e sigam completamente todos os regulamentos de segurança elétrica relevantes é desenvolver e manter uma sólida cultura de segurança com base nas necessidades e no ambiente dessa instalação específica.

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