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16/03/2020 às 19h52
Verificação elétrica: ensaios previstos na ABNT NBR 5410/2004 – Parte IV
Verificação elétrica - ensaios previstos na ABNT NBR 5410/2004

Dando continuidade aos artigos sobre ensaio de uma instalação elétrica, previsto no capítulo 7 da ABNT NBR 5410/2004 – versão corrigida 2008, temos o subitem “d” que traz o ensaio de seccionamento automático da alimentação. Este item requer um conhecimento mais aprofundado da instalação, já que o ensaio e o resultado dependerão do esquema de aterramento escolhido e instalado, bem como o sistema de proteção contra falta adotado. Neste ensaio, a verificação é realizada na proteção por equipotencialização e, também, pelo seccionamento automático da alimentação. A primeira ação a ser tomada é conferir se o ensaio de continuidade previsto no subitem “a” desta mesmo norma e capítulo tenham sido realizados, e, portanto, não haja falhas.  A definição do esquema de aterramento definirá o tipo de ensaio que realizaremos como segue:

Esquemas TN

No esquema de aterramento TN, deve-se verificar a conformidade em relação as características do dispositivo de proteção e a impedância do circuito. Estas devem ser tais que, se ocorrer uma falta entre fase e terra (condutor de proteção), o seccionamento ocorra em, no máximo, o valor especificado pela tabela 25 da ABNT NBR5410/2004 – versão corrigida 2008


Tabela 25 – Tempo de seccionamento para esquemas TN – ABNT NBR5410/2004 – versão corrigida 2008

Para que a condição de segurança seja atendida, a impedância do percurso da corrente de falta, multiplicado pela corrente de atuação do dispositivo de proteção no tempo especificado na tabela acima, deve ser menor ou igual a tensão nominal entre fase e neutro.

Zs . Ia >= U0.

Neste caso, a norma permite que seja usado o dispositivo de proteção a sobrecorrente (disjuntores) ou a corrente diferencial residual (DR), sendo o DR não permitido para o esquema TN-C

As medições de impedância da corrente de falta estão descritas no anexo K da ABNT NBR5410/2004 versão corrigida 2008, que apresenta dois métodos, o método K1 que realiza a medição através da queda de tensão, onde uma carga resistiva variável é inserida no circuito e depois retirada, e as medidas da tensão e da corrente aplicadas na fórmula abaixo para obter o resultado da impedância medida.

 

Z= U1 + U2 / Ir onde:

Z – Impedância percurso da corrente de falta

U1 – Tensão medida sem carga

U2 – Tensão medida com carga

Ir – corrente na carga

 

E o método K2, que propõe a aplicação de uma fonte separada, e a desconexão da alimentação normal, além do curto-circuitação do primário do transformador. Neste caso, o cálculo da impedância é dado pela fórmula:

 

Z = U / I

Onde Z – Impedância do circuito de falta

U – Tensão medida

I – Corrente medida.

 

Outra maneira de se obter a impedância da corrente de falta está em medir a resistência dos condutores de proteção, desde que seja satisfeita as seguintes condições:

 

ü  Não haja elementos ferromagnéticos interpostos entre a linha e o condutor de proteção, este incorporado à mesma linha que contém os condutores de fase.

ü  A seção do condutor PE não seja superior a 95 mm2

 

Ainda para esquemas TN, o ensaio deve contemplar a verificação das características do dispositivo de proteção (inspeção visual) e no caso do uso de DR, o ensaio de funcionamento (pressionando o botão de teste do DR e verificando a atuação).

Quer saber mais sobre o universo da verificação elétrica? Clique aqui!

Leia também: 

Verificação elétrica: ensaios previstos na ABNT NBR 5410/2004 – Parte I

Verificação elétrica: ensaios previstos na ABNT NBR 5410/2004 – Parte II

Verificação elétrica: ensaios previstos na ABNT NBR 5410/2004 – Parte III

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